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Adubos e Defensivos Agrícolas – A Desgraça na Sua Mesa


A agricultura observou uma grande reviravolta por volta de 1947 quando uma grande fábrica de municação em Muscle Shoals, Alabama, Estados Unidos, decidiu utilizar seus conhecimentos bélicos para produzir fertilizante químico. Pois o principal ingrediente da pólvora é o nitrato de amônio que, coincidentemente, é também o principal ingrediente dos fertilizantes.

nitrato de amonio

A industria dos fertilizantes químicos, juntamente com a de pesticidas, é o esforço do governo para justificar sua produção bélica para propósitos pacíficos. Ou seja, estamos comendo, literalmente, sobras da guerra.

O mundo mudou com a descoberta do nitrogênio sintético. Não apenas para o sistema de produção dos alimentos, mas também para a maneira como a vida se desenvolve no planeta. Pois toda vida depende de nitrogênio. É a partir dele que a natureza se encarrega de fazer o resto (aminoácidos, proteínas, ácido nucléico). Toda a nossa cadeia alimentar depende de nitrogênio para comermos felizes e sobrevivermos.

ciclo do nitrogênio para nos alimentarmos

O problema é que o estoque de nitrogênio é limitado na Terra. Apesar da atmosfera ser composta de 80% de nitrogênio, ela não é reativa ao hidrogênio, portanto, inútil.

Até que um judeu alemão, só pra variar, chamado Fritz Haber, descobriu como realizar este truque, em 1909.

Se não fosse ele, com toda certeza, o número de humanos no planeta seria bem menor do que o atual.

Segundo estudos da época, dois em cada cinco seres humanos hoje na Terra não teriam nascido, por falta de comida, não fosse sua invenção (conhecida como processo Haber-Bosch). É mole ou quer mais?

olha o figura aí

O legado de Haber trouxe ao mundo uma nova e vital fonte de fertilidade, bem como uma nova e medonha arma de destruição. Pois o controle sobre a quantidade de fixação de nitrogênio no solo deixou de ser dependente do Sol para ser dependente do combustível fóssil. Isso mesmo! O processo de Haber-Bosch funciona por meio da combinação de gases de nitrogênio e hidrogênio, na base do calor e da pressão. E nada melhor que petróleo para fazer isso.

Além de estarmos comendo petróleo, o processo do judeu proporciona princípios industriais nas lavouras. Afastamos da lógica da biologia para a lógica da indústria. Em vez de comer nutrientes provenientes do Sol, comemos do petróleo.

Em termos ecológicos, esse é um método extraordinariamente dispendioso de se produzir alimentos. Porque utiliza-se cerca do dobro de quilos de fertilizante por acre de plantação. Utiliza-se o dobro, porque o agricultores querem segurança na sua plantação. Exemplo: se o recomendável é 45kg por acre, os agricultores utilizam até 90kg. E o que acontece com este excesso? Evapora no ar onde irá contribuir, juntamente com os demais poluentes já emitidos por nós, na acidificação da chuva, bem como para o aquecimento global.

Outra parte cai no lençol freático que será utilizado para irrigar novas plantações de alimentos e também para abastecer o sistema de saneamento da sua cidade. Ou seja meu amigo, além comer petróleo, sem grandes exageros, você também o bebe.

Mais da metade do suprimento mundial de nitrogênio utilizável atualmente é sintético. Isso quer dizer que mais da metade do nitrogênio do nosso corpo, cerca de 1kg, é petróleo.

Acha exagero meu? Faça uma pequena pesquisa e verá como o processo produtivo atualmente é tenso.

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2 comentários em “Adubos e Defensivos Agrícolas – A Desgraça na Sua Mesa

  1. Caro Cazu, a referência aos judeus (e é com U e não O) foi em admiração a inteligência desse povo, pois foram eles que criaram praticamente tudo que se é aplicado nas ciências (Einstein era judeu, Marx era judeu, Stephen Hawking também, Jesus era judeu, entre outras mentes brilhantes) . E não referenciando a qualquer tipo de preconceito como você acreditou. Tanto é que na linha seguinte eu afirmo que se não fosse a invenção do amigo, o mundo estaria com fome. Sobre o nitrogênio sintético, acho que você deveria pesquisar mais, pois o texto foi construído baseado em pesquisas e livros existentes em qualquer lugar por ai falando sobre isso, logo você não está me contra-argumentando, mas sim, contra-argumentando uma gama de cientísticas e ambientalistas que estudam a respeito. Por fim, se eu quisesse que este site fosse muito conhecido eu teria enchido ele de propaganda ou mesmo teria colocado ele no Facebook. A ideia é justamente seguimentar. Da mesma maneira que este texto chegou à você, ele chega à outrem.

    Abraços e boa leitura e pesquisa.

  2. Meu amigo, que papo furado de comer petróleo, nitrogenio é nitrogenio, não importa de onde veio, nitrogenio sintético, o que é isso ?
    Todo nitrogenio, que ingerimos já existe, não tem diferença do nitrogenio obtido de um modo químico de um nitrogenio originado da decomposição de matéria organica, para o nosso organismo não tem diferença.
    Mas sim você está certo quanto ao dano no meio ambiente, sem dúvida

    E porque usar a palavra judeo, dessa maneira, isso é racismo, não interessa a origem do cientista, poderia ter sido inventado por um cristão, você tem cara de nazista isso sim, para que demonstrar tal raiva, se o inventor fosse negro você estaria se referindo dessa maneira a todos os negros.

    Isso é intolerancia, ainda bem que ninguém conhece esse site

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