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Comer é um ato ecológico


Nada melhor que passar o final de ano ao lado de pessoas queridas, tranquilas, com muita bebida e comida, não é verdade? Fazer um revivew do ano que passou e projetar o que há de melhor para o ano que vem pela frente também faz parte dos vários rituais que uma reveilón pede.

Nosso blog não seria diferente. Se vocês notarem, verão algumas pequenas alterações que fiz para 2010 e virão mais coisas por aí. Outra mudança importante é em relação ao que se publica. A mesmice nunca fui um forte deste blog e a comida merece um pouco mais de atenção do que vem sendo debatido por aí. Com base neste princípio resolvi polemizar este tema no decorrer dos demais textos. Claro, teremos receitas (mas agora será destinado a uma alimentação saudável, inclusive da matéria-prima que se adquire); teremos textos que mostrarão a origem de alguns dos alimentos que consumimos; teremos reclamações dos consumidores sobre a comida consumida nos roteiros gastronômicos, bem como a resposta dos criticados. E uma série de mudanças que, quem acompanhar, verá que houve um plus por aqui.

Muito prazer, eu sou o Bocão

Pra começar o ano bem que tal discutir o que você anda comendo ou mesmo a qualidade dos alimentos de tudo que você julga saudável? Interessante né?

Muitas pessoas parecem totalmente satisfeitas comendo na extremidade da cadeia alimentar industrial sem parar para pensar no assunto. É lamentável termos chegado ao ponto de precisar de especialistas para nos dizer de onde vem a nossa comida e o que precisamos comer no almoço e jantar para ter uma dieta equilibrada. Vivemos numa total desordem alimentar, pois 1/5 das refeições consumidas por nós são realizadas dentro dos nossos veículos e 1/3 em cadeias de fast-food. Alguma coisa está errada na nossa alimentação, você não acha?

E quando falo em comer saudavelmente não me refiro a ser natureba não, mesmo porque muitos vegetais disponíveis para nós têm uma procedência duvidosa. Comer bacon, leitão, batata frita etc. não faz mal a ninguém. Isso é lenda! Se fosse verdade, como os franceses, um povo capaz de comer substâncias obviamente tóxicas, como o foie gras e porções exageradas de queijos e molhos em carnes de caça são muito mais esguios e saudáveis que nós?

Aliás, parte da evolução do cérebro humano está no fato de consumir carne, gordura e proteína. Bem como, é esta a característica que nos dá a vantagem de habitar em praticamente qualquer lugar do planeta. Mas isso é outra história.

O problema não é comer um leitão, um frango, uma batatinha frita ou um bacon, mas sim um alimento processado por alguma empresa, que alimenta seus animais com hormônio e seus legumes com agrotóxicos. A diferença entre estes alimentos e um cogumelo venenoso é o tempo de reação, mas ambos estão contaminando e adoecendo seu corpo. Deixando-o obeso, com problemas cardíacos, câncer e demais doenças potenciais que temos atualmente.

Ausência de gordura trans, goma xantana, TBHQ, ômega 3, são uns dos vários dizeres nas embalagens dos produtos para nos convencer de que são bons, legais e saudáveis. Você sabe o que é isso? Sabe por que isso tá lá? Se não sabe, acompanhe nosso blog que iremos explicar tudo sobre cada alimento da sua refeição no decorrer deste ano. Iremos discutir como a indústria tornou possível reinventar a cadeia alimentar humana, sintetisando o solo até a embalagem de sopa própria pra ir no microondas e projetada para caber no seu carro. Bem como o que há de verdade nos alimentos “orgânicos” e, principalmente, aprender a fazer estes alimentos industriais na sua casa. Ketchup, nuggets de frango, uma massa para seu macarrão e tudo que você come por aí no carro ou nas cadeias de comida rápida.

Afinal, como diz Michael Pollan: “Não somos apenas o que comemos, mas também como comemos”.

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Um comentário em “Comer é um ato ecológico

  1. Michael
    Você tem toda a razão.
    Desde muito pequeno, eu adorava manteiga, então vi se transformando em nociva e essa campanha nos trouxe a idéia de que margarina era mais saudável. Via propagandas como “gostosa como a manteiga, mas saudável porque é margarina”, e eu só querendo a manteiga.
    Os franceses, como você lembrou bem, comem MUITA manteiga, açúcar (na medida certa para não tirar o sabor dos ingredientes), queijos, leite integral, creme de leite com bastante gordura e têm índices de colesterol e obesidade infinitamente menores que os americanos que nos vende a idéia do vegetal, diet e light.
    Impressiona como as pessoas aceitam sem pensar no óbvio o que lhes é vendido: Como pode uma comida industrializada ser melhor que a natural?
    Se você me der o prazer da visita ao meu blog, poderá ver em cima a direita, em Destaques, uma matéria de Lívia Diniz que ilustra muito bem a idéia que quer passar e que eu concordo e defendo. Chama-se “A não-dieta francesa”, achará fácil pois verá o rosto da Juliette Binoche rs
    Continue falando disso e oferecendo receitas com ingredientes saudáveis e lembrando que a gente deve pensar na nossa alimentação.
    Parabéns pelo teu blog. Abraço

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